Thursday, July 30, 2009

Mad about you

Para os monstrinhos verdes que existem dentro de cada um de nós...


Bom início de fim de semana ;)

Monday, July 13, 2009

No teu deserto

"(...) E fiquei a pensar no que me tinhas dito antes, sobre os sahraoui: como não têm nada, absolutamente nada, poupam tudo. Poupam a água, poupam as energias viajando de noite para evitar o calor. Até poupam nas palavras.
- Mas tu não poupas as palavras: tu escreves. Todas as noites gastas uma hora a escrever um diário nesse teu caderno...
- Escrever não é falar.
- Não? Qual é a diferença?
- É exactamente o oposto. Escrever é usar palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer. "
Miguel Sousa Tavares, No teu deserto


"(...) As pessoas hoje «vão ao deserto», passeiam pelo sul da Tunísia e pouco mais. São incapazes de enfrentar a solidão. É por isso que vivem em redes sociais, virtualmente acompanhadas.
É o oposto dessa viagem em que o que é preciso é encontrarmo-nos só connosco, com meia dúzia de pessoas que são capazes de estar caladas durante cinco horas. Quem é que, hoje, é capaz de estar rodeado de pessoas e calado tantas horas? Ninguém. O silêncio dá medo, atordoa (...)"
Miguel Sousa Tavares in Visão

Wednesday, June 17, 2009

A insustentável leveza do Blá, Blá, Blá...



É dito que o aprender a lidar com o mundo e com as pessoas é sinal de maturidade. Profissionalismo. Realismo. Que o "jogo de cintura" é uma ferramenta essencial à sobrevivência do "Homem das Cavernas Moderno"( que é como quem diz o Homem que ataca com estupidez, ignorância e falta de respeito, e não paus). No entanto, para desenvolver essa ferramenta, aprendemos a controlar o nosso lado mais emotivo. A dada altura, passamos a reagir mais do que pensamos ou sentimos. Ou melhor, o que pensamos e sentimos é adormecido num canto precioso até termos espaço mental para "lidar com". Para "reflectir sobre". Se pensarmos ou sentirmos demasiado, com muita força, deixamos de conseguir reagir à selva diária e essa selva é um facto incontornável do nosso dia-a-dia. Podemos e devemos aprender a conhecê-la para sabermos navegar. Para não termos medo dos dragões que existem para além das fronteiras conhecidas dos mapas. É preciso conhecer as regras do jogo para ser um bom batoteiro...


Mas será que esse enfraquecer dos músculos do sentir é reversível? Estaremos com isso a fortalecer o nosso sistema imunitário ou a perder o controlo de funções vitais? Até quando podemos adiar o pensar mais, o sentir muito? Quando é que vamos arranjar espaço e tempo, se nunca paramos?
Será que os instantes que partilhamos com aqueles que amamos são suficientes para manter o nosso lado mais verdadeiro vivo?


Uma gargalhada, um olhar, um toque. São estas as âncoras diárias que nos prendem às emoções que o mundo teima em congelar. É esta a linguagem que substitui as palavras que a vida nos esgota.

Saturday, June 6, 2009

Sunday, May 3, 2009

Quase


Larry : Eu não sabia que te ia encontrar aqui. Eu sei quem tu és. Gosto da tua cicatriz, gosto de tudo que tem a ver contigo e faz doer. 


"Closer", de Patrick Marber

Friday, April 3, 2009

The world is more than enough...?

Tempo para uma pequena pausa da pista de dança. Passemos às ideias megalómanas de conquistar o mundo, gato branco e gargalhada maléfica incluída. Ou então, são apenas dois dos meus vídeos favoritos e a ideia de que o amor é um mundo dentro do Mundo, cheio de luz e sombras que esconde e revela emoções dúbias e irresistivéis (como esta "casa de bonecas" tenta ser, quando o ânimo o permite). Ou então é outra m***a qualquer. Choose what fits you better, the world is not black and white. And most of the times is more than enough. Enjoy.


Garbage - The world is not enough

Foo Fighters - Walking after you

(peço desculpa pelo corte de climax mas foi a única versão que encontrei disponível :P)