Tuesday, January 15, 2008

Barcelona

Vou para Barcelona. É só por uns dias (volto no Sábado) e é a trabalho, mas espero trazer na mala novidades e histórias para contar : histórias por palavras e, essencialmente, histórias por imagens, que parecem ser aquelas que se soltam com mais naturalidade nestes dias que passam...as palavras têm custado mais a sair. Mas não faz mal, tal como eu, também elas voltarão. E quem sabe? Talvez até venham na mala, inspiradas por outras paragens ;)

Beijinhos a todos, boa semana e até Sábado!

Tuesday, January 1, 2008

Freedom 2008

Que 2008 seja assim...

Vi as águas os cabos vi as ilhas
E o longo baloiçar dos coqueirais
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos animais
Vi prodígios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos areais
E ouvi o fundo som das suas falas
Que já nenhum de nós entendeu mais
Vi ferros e vi setas e vi lanças
Oiro também à flor das ondas finas
E o diverso fulgor dos outros metais
Vi pérolas e conchas e corais
Desertos fontes trémulas e campinas
Vi o rosto de Eurydice das neblinas
Vi o frescor das coisas naturais
Só do Preste João não vi sinais

As ordens que levava não cumpri
E assim contando tudo quanto vi
Não sei se tudo errei ou descobri


Sophia de Mello Breyner
E assim...




I think there's something you should know
I think it's time I stopped the show
There's something deep inside of me
There's someone I forgot to be
Take back your picture in a frame
Don't think that I'll be back again
I just hope you understand
Sometimes the clothes do not make the man
All we have to do now
Is take these lies and make them true somehow


Que 2008 seja uma viagem de liberdade, de erros e sucessos, mas sempre de descobertas...
Bom 2008 para todos!

Sunday, December 23, 2007

East of the Sun, West of the Moon

Eu não me importava de passar o Natal aqui...


Encontramo-nos por lá ;) Feliz Natal para todos

Monday, December 17, 2007

That old black magic



That old black magic has me in its spell
That old black magic that you weave so well

Those icy fingers up and down my spine
The same old witchcraft when your eyes meet mine
The same old tingle that I feel inside when that elevator starts its ride
Down and down I go, round and round I go
Like a leaf thats caught in the tide

I should stay away but what can I do
I hear your name, and Im aflame
Aflame with such a burning desire
That only your kiss can put out the fire

Y
ou are the lover that I've waited for
The mate that fate had me created for
And every time your lips meet mine
Baby down and down I go,
All around I go
In a spin, loving the spin that I'm in
Under that old black magic called love




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Wednesday, December 12, 2007

I want love

Não porque goste particularmente do Elton John, mas porque gosto muito desta música, porque adoro o Robert Downey Jr, porque ele e a letra me prendem ao videoclip do primeiro ao último minuto...simplesmente porque sim, aqui fica. Como diria a minha amiga Anita, "apeteceu-me recordar"... ;)


I want love, but it's impossible

A man like me, so irresponsible

A man like me is dead in places

Other men feel liberated


But I want love, just a different kind

I want love, won't break me down

Won't brick me up, won't fence me in

I want a love that don't mean a thing

That's the love I want,

I want love



Saturday, November 24, 2007

Isolation (un)Controled

É como se enchessemos um espaço fechado com gás, que se vai espalhando lentamente e tornando o ar pesado e irrespirável. Asfixia. Até ficar tão concentrado na atmosfera, que não há outra hipótese senão explodir e libertar-se. Em Control, o gás sai pela chaminé com as cinzas de Ian Curtis, mas a sensação de asfixia sai connosco da sala. A promessa perdida, a inocência condenada. Tudo presente, desde o início, no olhar de Sam Riley e no preto e branco assombroso de Anton Corbijn.


Surrendered to self preservation,

From others who care for themselves.

A blindness that touches perfection,

But hurts just like anything else.

Mother I tried please believe me,

I'm doing the best that I can.

I'm ashamed of the things I've been put through,

I'm ashamed of the person I am.

Isolation, isolation, isolation.



But if you could just see the beauty,

These things I could never describe,

These pleasures a wayward distraction,

This is my one lucky prize.


Isolation, isolation, isolation.

Sunday, November 18, 2007

INLAND REALITY

Este blog nasceu no labirinto de INLAND EMPIRE. No filme de David Lynch, as personagens perdiam-se e encontravam-se numa casa de bonecas, epicentro de um universo criativo. Histórias paralelas e, ao mesmo tempo, interligadas, desenrolavam-se em quartos separados apenas por uma cortina. Uma cortina quase incorpórea, porque nesse universo criativo as ideias fluiam sem barreiras. Sem regras. Só com intuições. Um quadro abstracto que ganha forma através dos nossos sentidos, sem nunca deixar de ser impalpável, porque o abstracto é uma forma de realidade. Pelos menos em INLAND EMPIRE e em David Lynch.

Esta casa de bonecas foi criada como um espaço igualmente livre, igualmente orgânico, esperançosamente, igualmente criativo. Os corredores vão dar a lugares inesperados, os quartos interligam-se promiscuamente. Não me interessa se o anão dança, a menina chora ou o mimo grita, apenas me interessa que eles existam, que desvendem novas formas de estar e sentir. Acima de tudo, interessa-me isso : sentir.

Ontem, um destes corredores cruzou-se com uma das salas do "mestre omnipresente" e dei por mim, no meio de um descampado, ao lado do próprio Lynch. Ele mesmo, segurando uma bandeira e a falar sobre o quanto a meditação nos põe em contacto com o nível mais alto da existência. E a dizer que estávamos à espera dos músicos...só à espera dos músicos.
A dada altura, olhei para a direita e vi Julee Cruise. Se tivesse olhado para a esquerda e cruzado o olhar com o agente Dale Cooper ou Laura Palmer, não me espantaria. Faria todo o sentido. Porque o universo de Lynch estava ali e éramos todos personagens de um momento surreal e sem guião. Acho que nenhum de nós vai conseguir explicar o que aconteceu, mas não faz mal, os filmes de Lynch não são feitos para serem explicados, mas sim sentidos. E todos o sentimos.




To be continued...